quinta-feira, 11 de dezembro de 2025

O BARCO QUE NUNCA PARTIRA


Estava ali descansado em poisio
não pelo trabalho mas pelo sedentarismo.
Fora concebido pelas mãos de Mestre ousio
descambara de um sonho de cinismo.
Nunca sentira, o rio, o mar
nunca vencera a tempestade
nunca fora luz no breu do ar
apenas se quedara ali prostrado qual majestade.


Jorge d'Alte

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