Os rostos mostravam-se no último segundo.
Todos tinham uma voz diferente na miscelânea
crispados, ansiosos, irónicos, emocionados.
No copo de champanhe sorviam os desejos
um ano novo mas o destino exultava
nada seria como antes e ele viveria das vísceras
da dor, da podridão, dos desastres, indiferente
aos pedidos nos choques dos copos e dos sorrisos.
Jorge d'Alte
Sem comentários:
Enviar um comentário