A escuridão deixou as suas sementes
cravadas no meu cérebro
acolhida no silêncio de um sonho.
Eram sonhos irrequietos num mundo sozinho
e os passos mudos não falavam de mim
levavam-me de gola virada para um frio tecido na geada.
Quando os meus olhos descegaram num flash
um raio rachou a escuridão, e a luz,
a luz que eu perseguia escorada nos sons do silêncio
se abriu na alma, esconsos pedaços de ser feliz.
Pessoas passavam, ouviam as minhas falas, sem escutar
havia corações partilhando as emoções
havia pessoas a acenar
vozes que não ousam perturbar
o silêncio
Loucos que não sabem amar
ombros esquecidos no egoísmo
tantas palavras tinha que poderia ensinar
murmúrios para chegar a você
me abrace
as lágrimas são pingos calados
poços de silêncio inquebráveis
doçuras beijadas em bocas famintas de lábios dados
e os sonhos voltaram nas palavras que se estavam formando
Amo-te
Amo-te tanto!
Jorge d'Alte
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