A alma resignara-se amarfanhada
nas penumbras do crepúsculo.
Recortada na quadratura da janela
a silhueta debatia-se sem vivo rosto.
Fora um pesadelo essa madrugada
fora a mágoa que a ferira como um furúnculo.
os linhos revolteados tinham ainda o cheiro dela
uma sereia que o encantara no sol posto.
Jorge d'Alte
Sem comentários:
Enviar um comentário