quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

SOSSEGADO

 



Sossegado
fechei os olhos
no meio de ariscos arbustos 
ao pé das pedras do rio.
Quisera chonar afagado
no calor dos raios do sol, aos molhos
mas os sonhos vinham com muitos custos
tinham canseiras, sombras, morros e frio.
Queria sonhar com livros e poesias
meus dedos queriam as palavras
por isso andava atrás das rimas
mas os olhos escreviam histórias belas.
Amor era a cor das maresias
asas me voavam no coração em lavras
dançavam em emoções e cismas
mas os sonhos eram canções singelas.
Peguei na melodia que esbatia no silencio
peguei nas tintas que enchiam o céu da primavera
pintei corpos que tracei no carvão suas linhas
junto aos mares, aos lagos e rios.
Sossegado
viajava no tempo como labaredas no meu incêndio
baralhado nos baralhos da vida que era
talvez passos num trilho movido nas falinhas
os horizontes abertos eram monstruosos desafios.


Jorge d'Alte






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