Porque choram os olhos
salgados de salobras lágrimas
cataratas de saudades da ausência
farrapos de coração dilacerado.
Porque choram os lábios
invejados na disputa de larápios
paixões que crestam a alma que se vai
vai vazia desse amor desdenhado
vai rouca de voz que intimamente grita.
Porquê?
Porque abandonaste?
As lágrimas caem no chão de esgares
e correm sem tino nem destino:
apenas correm!
Jorge d'Alte
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