quarta-feira, 11 de dezembro de 2024

MIÚDOS DO POVO SÍRIO ( GÁZ)

 

Se houvera crime ele espelhava-se ali.
Gritos e choros corriam.
O desvario surdo sem passos soava a morte
contorcidos nos seus corpos
minguados e moles eles eram a dor.
Algures houvera a sorte
Uma voz pequena apelava aqui
outra soluçava quando fugiam
Onde estivera esse Amor?
O gás nevoento não batera á porta
entrara por ali como ladrão de almas
envenenara tudo e todos nas calmas
como Deus que não se importa.
Traçou o destino
impôs o martírio.
Algures alguém sem réstia de tino
é culpado de genocídio atroz.
Clamam justiça estes miúdos do povo Sírio
Caiam cabeças agora, não no infinito após.
 
 
Jorge d'Alte
 
 
 

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