quinta-feira, 2 de julho de 2026

COMO GOIVA

 


Teu cabelo a adornar
o vento setentrião e uma flor
quanto do verbo amar
te devo dar coração; e se for?
O meu rio de prazer
aquilo que o beijo trás e uma boca
não sei escolher
há demasiado a ferver que me soca
me deixa o estomago insatisfeito
e tu que me olhas; encantada?
deixa-me dar-te meu amor perfeito
arisco como  uma gata; tua gargalhada
magoou-me enquanto meu rosto sorri
e foi desta maneira que te menti
ardi e ardi
desta maneira que te perdi
á beira mar te escolhi
segui e segui
como me dói aqui
minha alma
deixando o meu sorriso
que te ama
ai se eu tivesse siso
teria embarcado  na minha arca
cruzado as ondas de raiva
deixado esta dor que marca
cavando meu rumo como goiva.


Jorge d'Alte
 

terça-feira, 30 de junho de 2026

TERRAMOTO

 


Eu estava mirando o céu
havia estrelas por todo o lado
talvez a lua com o seu fato
lá estivesse cuscando
quando o mundo abanou.
A desgraça tombou, poeiras em véu
e o estrondo num som abafado
trouxe gritos e a ponta de um sapato
levando-me gemendo um apoio buscando
o meu mundo acabou, espatifou-se; acabou
Cidades caíram, qual baralho de cartas
havia feridos de sangue, havia horror na dor
pessoas perdidas de um lado ao outro
como podia haver lágrimas se os olhos não carpiram
se a voz  se sumiu do choque flagrado.
Ouvem-se sirenes tocando fartas
ouvem-se latidos e o voo do condor
pressagiando a morte dessoutro
veio de novo o ruido e o tremer e todos fugiram
sentado olho o céu e não o vejo; cansado.

Só um desejo; esperança
que haja gentes e crianças salvas
que as mentes não adormeçam
que o corpo reaja e semeie  novos sonhos
que a realidade seja esquecida.
O futuro será a tua vingança
que não sejam estradas calvas
novas vidas se entrelaçam e começam
sabores agridoces de medronhos
mirando o céu vi a minha estrela perdida.


Jorge d'Alte


domingo, 28 de junho de 2026

ERAM TEMPOS


Eram tempos de miséria
na rua as vendedeiras sós
as malas levavam pessoas
sem futuro de vida
sem casas que escondessem a sua vergonha
forçada e calcada pelas coroas
de reis torpes.


Jorge d'Alte 

sábado, 27 de junho de 2026

OLHA O PICOLÉ


Olha o picolé!
Babou-se a gula
quando o chiar de rodas na ladeira
apregoou.
Era o picolé
o geladinho que se engula
refrescante de sobremaneira.
Oh! Acabou!


Jorge d'Alte

sexta-feira, 26 de junho de 2026

AMOR SEM FIM

 




Tu és a força silenciosa que raramente vemos
apenas sentimos na pele que se arrepia
quando esses lábios me murmuram o belo que tu és
e destes tudo por mim em cada lágrima que escolheste esconder.
Mantiveste-te firme em cada tempestade que vivemos
mesmo quando a estrada era longa e não se via
e me levantavas dos fracos trazias a paz no revés
não não eram apenas meras palavras em cada dia, era novo amanhecer.
Fica por perto meu amor quando foges e eu te sigo
porque vida sem ti não tem sentido é apenas falácia
aguenta, há sonhos no dia invertido, eu digo
na noite parda as sombras são desejos, minha audácia.

Amo-te demais
bicadas amadas de pardais
fazem-me em lágrimas no coração
porque o meu amor tu tens-lho na tua mão
e eu sou feliz no teu encanto
mesmo quando no teu abraço me desfaço em pranto
porque te amo assim
num amor sem fim.


Jorge d'Alte

quarta-feira, 24 de junho de 2026

MEU SONHO DOCE

 



Lá na serra
mais perto da lua
vejo-a mas não a sinto.
Está imaginada em sonho vivo
como marinada de sentimentos
mas um sorriso dela emerge
num olhar que se ama
numa boca  que se imerge
num delírio tão bom que nos desmaia.
Depois é cair e cair
abrir os olhos e chorar
Não está mais ali!
Partiu com o desfolhar
calcorreando invernos de caminhos.
É na memória que a vemos
límpida e bela num sonho doce.


Jorge d'Alte

terça-feira, 23 de junho de 2026

AS SALINAS


Como manto branco as salinas
refletem a luz que cega.
As canastras de verguinha são sinas
de corpos de quem carrega
Traçam na brancura trilhos de passos
caminhos de destinos entrelaçados
que nos levam nas cantigas e abraços
nos brejeiros lábios espicaçados.
Xoque xoque xoque e lá vão eles e elas
palmilhando na alma, cansados e cansadas do labor
mas os sorrisos prometem e auguram telas
que desfilam aos nossos olhos, mesmo com o sal e o seu ardor.



Jorge d'Alte


segunda-feira, 22 de junho de 2026

CHAMÁSTE-ME

 



Chamaste-me
amor vem cá!
Beijaste-me
num doce olá.
Deste-me a mão
num arrastar
levaste-me então
para me amar
A areia fina e dura
era a nossa cama
o olhar era candura
os lábios eram chama.
Cá dentro era confusão
correntes que me levavam
não sei se era a emoção
só sei que me arrancavam
e sentia perfeitamente
o desejo a subir, subir
e então perdidamente
entreguei-me nesse fluir.

jorge d'Alte

domingo, 21 de junho de 2026

NAS PALMAS DA MÃO

 




Nas palmas da mão
o fogo etéreo do teu 
coração
ardeu
iluminou a alma
escreveu a voz
que dentro me acalma
como casca que esconde a noz.
Foi fácil amar
o teu sorriso
de beliscar
sentimento preciso
que me levou ao céu
de estrelas cheio
teu corpo ao léu
a ponta de um seio
o clímax sobreveio
arrepiante
teu húmus cheio
me levou adiante.


Jorge d'Alte

sábado, 20 de junho de 2026

PRIMEIRO AMAR


O vento do amor soprou
e como folhas arrancadas
levou-nos pelo ar de um lado para o outro.
Nossos corações vibravam indecisos
não era nos sonhos que íamos
era sob os tempestuosos mares
de tantos e tantos sentires como vagas rolando
desfazendo-se
miríades de emaranhados
de quereres
de vontades e desejos
e foi com beijos
e um longo abraço
seguindo-se da caricia do teu bafo
que me dei
que te destes
que crescemos no  nosso primeiro amar.


Jorge d'Alte

sexta-feira, 19 de junho de 2026

EU SEI

 

Eu sei,
os gogos do caminho
não impedem a água de passar,
a água canta então a sua canção
sons tão bonitos, mas
não têm sentimento, apenas é o que é
som 
restolhando se insurgem nos contratempos
e ruge quando em cataratas cai.
Eu sei,
porque gritei o desespero
as tristezas bulem-nos na alma
o amor fugiu
o rosto alterou-se, mirrou
não sorriu e sofreu,
o que era a dor eu não sabia
ouvira falar
julgava eu nas bocas tontas de tantos.
Então?
Porque me dói o peito assim?
Ah!
Disseram-me que o meu coração
esse que me dói no peito
é que faz de mim um guerreiro
carrega o fardo
lhe dá a coça.
As mágoas soltaram-se
juro que não eram de lágrimas
eram olhos com ciscos
que ardiam em feridas.
Grisalho e sonolento à boca da lareira
cambaleio 
revivo, pois
Eu sei,
muita gente morre de amor
como é isso possível, mas
sinto
são de saudades que morro?
mas que é isso das saudades?
este vazio corroí-me.
Cerro os olhos na minha cara
quero sorrir e não posso
estendo a minha mão apalpando,
negro,
negro por todo o lado como a noite
é na noite que eu te sonho
as memórias amam-me contigo
e eu então,
sei,


Jorge d'Alte














quinta-feira, 18 de junho de 2026

AS VENDEDEIRAS


Ainda o sono dormia
e as geadas choravam
e o sol renascia
quando as mulheres rumavam
carregando os tarecos e as cestas
fosse de elétrico ou a pé.
- "Olha o banquinho prás festas"
- "Minha senhora a cestinha pró canapé?"
Contavam-se histórias do disse e não disse
do Joaquim e da Manela 
"Ai se eu não visse"
" Nem sei o que foi feito dela"
E as moedas caíam nas mãos calejadas
enquanto os passos arrastavam.
fechavam-se as janelas das casas caiadas
ao longe as vendedeiras cantavam.
Olha o banquinho!
Olha a cestinha!
Olha o banquinho!
Olha a cestinha!


Jorge d'Alte

quarta-feira, 17 de junho de 2026

SONHO OU PESADELO

 



Disseram-me que nasci para ser herói!
Esse tinha sido um sonho apenas
abafado no meio de lençóis
nada de grandes planícies
cheia de exércitos garbosos ou esfarrapados.
Pareceu-me que eu tinha sido o portador do estandarte
vi-me perdido no meio de sangues e berros de dor
queria largar o estandarte, puxar da espada
mas esta estava como que colada nas mãos tintas.
Gritei e urrei levando-o na frente
tinha perdido o cavalo num golpe surtido
os pés chapinando nas poças vermelhas
afinal o sangue era todo igual, nobres e rurais.
Caminhei de joelhos pela noite fora
suores me arrepiavam em olhos cerrados
a luta era minha no meio da algazarra
eu era o herói
não deixara nada para ninguém.
Assustei-me na madrugada
quando o sol se eriçou do nada
e eu olhei.
Estava só, sentado na cama!


Jorge d'Alte

segunda-feira, 15 de junho de 2026

SORRISO

 



Eu sou o sorriso!
Ilumino os rostos quando é preciso
dou ao olhar aquela especial cor
seja de alegria ou de dor
mas de onde venho?
Que força me faz surgir?
Qual a emoção que tenho?
Sinto que sou como uma flor a abrir
no bater do primeiro raio de sol
a seiva latente numa vontade estremece
e como gigantesco girassol
procuro em volta o caminho e que acontece?
Chego ao meu destino fremente e revolta em sentimento
posso ser sorriso amarelo de sofrimento
posso ser constrangido
posso ser fingido
quando a dor aperta
mas posso ser alegria
na hora certa
sorriso que na alma desponta
enche o rosto e nos lábios termina
enchendo de calor na aragem fria
vezes e vezes sem conta
a distancia que aqui começa e aí termina


jonel 15.11.09

 

domingo, 14 de junho de 2026

VOANDO NAS MEMÓRIAS


Quantas vezes voamos
em memórias floridas
em sonhos de fragância.
O pior é quando acordamos do baloiçar!


Jorge d'Alte

sexta-feira, 12 de junho de 2026

OS MENINOS DA RIBEIRA


Sãos os meninos do rio
as corajosas crianças da ribeira
cantam um hino á valentia quando saltam
quer faça calor ou frio
meninos sem eira nem beira
sua alma é do rio fervor que os assaltam.
Elegantes voam num rápido mergulho
entrando nas douradas águas do Douro
nadam risonhos cheios de orgulho
num feito trabalhando como mouro.
Lá no alto nas traves da ponte mágica
olham a multidão
é uma vida de muitos riscos, trágica
são a nossa gratidão.

Jorge d'Alte

quinta-feira, 11 de junho de 2026

NESTA NOITE




Nesta noite
eu quero sentir-te
brincando nos meus braços
lábios unidos
nossas peles roçagando
ai! como te invejo
dei-te o meu desejo
em imensos sabores.
Na calma entretanto
fico sonhando
em intensos sentires.
Ai porque te vais embora
o que foi agora
porque me deixas assim 
foi por culpa minha
foi por culpa tua
só queria sentir
a tua pele crua e nua
estalando gemente
teu corpo fremente
ondulando na bruma.
Só queria escutar
teus passos voltando
teus lábios sussurrando
trovas ao amor.

Ai porque já não te sinto
teu corpo se queda
nos meus braços, mole
braços que te envolvem
num suave dormir.
Sim foi por culpa tua
foi por culpa minha
que a morte te buscou
tirando-me a vida.


Jorge d'Alte










quarta-feira, 10 de junho de 2026

O JUIZO FINAL

 




Para onde me levas ó doce virgem
que caminhos percorremos nesta orgia
quiseram os deuses desvairados
que a lua se ajoelhasse neste dia 
e a luxuria da serpente revivesse.
A maçã, comeste á sombra da árvore mágica
os anjos cantaram esganiçados - Pecado!
e a fúria da tempestade não se fez rogada
os ventos arrancaram os véus e os corpos ao léu
foram vestidos na vergonha numa vida que ninguém sonha.
A morte veio para ficar, dizem que está por aí
num qualquer lugar aguardando no tempo
pois tem tempo para matar, e nós? - Os incautos
ingénuos e desprevenidos pelas mãos de um diabo
somos seguidos dias e dias de pecado até ao julgamento
final e decisivo.
                                                                        
                                                                   



                                                                                                     
Jorge d'Alte

domingo, 7 de junho de 2026

OS MEUS MEDOS

 


Abri a porta na escuridão
de mansinho para não acordar
tateei medos e aflição
a boca aberta queria gritar
tinha olhos quase cerrados pequeninos
pernas curtas que os pés arrastavam
tudo era indefinido enorme, nos meus ouvidos sinos
e as sombras nos meus suspiros moviam
tudo eram monstros que me pareciam tragar
dentes como facas gigantes me sorriam
o suor caía no meu rosto quase a chorar
não me deixei levar, nas veias os sangues corriam
pela primeira vez decidira no antes do sono que
os medos eram para serem vencidos e desfeitos
talvez porque
não existem e rejeito-os.

Jorge d'Alte

sexta-feira, 5 de junho de 2026

O RELÓGIO DE PÉ

 

 


O relógio olhando!
A última badalada certa
cai como guilhotina cortando
a respiração aperta.
Dão-dão-dão!
Puxo o lençol até ás orelhas
Dão-dão-dão!
É tempo dos monstros e das velhas.
O medo escava o meu coração
vejo garras espetadas  nas sombras
pergunto-me que horas serão
a minha voz é tão fina sem palavras.
Mas as horas são poucas com meias horas
encolho-me como novelo sem pontas
penso nas coisas boas, talvez amoras
vejo-me a lutar nos campos, coisas tontas
lutar com o velho boneco de trapos que gira
o vento de repente grita e a lágrima sai 
quero apanhá-lo mas ele não se vira.
Dão!
os cabelos estão de pé e o corpo suado
Dão-dão-dão-dão
a minha mente quer fugir, mas aguardo.
A janela!
deixei a janela aberta e bate.
A janela!
É lá que estão os sons, a sombra que se esbate
Os olhos vão-se fechando relaxados
O corpo rijo acalma 
os sons acordam-me lixados
Sento-me  como mola já sem alma.
Arrepio-me todo aflito
que  vai ser de mim?
Tão teso estava que parecia um palito
A porta range sem fim
de olhos esbugalhados de tanto horror
um rosto se abre chamando por mim
Avó! a mente sorri num feliz torpor.



Jorge d'Alte








quinta-feira, 4 de junho de 2026

CRUA INQUISIÇÃO







Algumas vezes por vezes a tentação cai
e os olhos vorazes mordentes plenos de sofreguidão
perdem-se nesse labirinto tortuoso repleto de paixão
e rastejam sentimentos em camas de peles acetinadas
luzidias de suores doces e salgadas
num tempo sem tempo numa onda que veio e que se vai
algumas vezes, por vezes demais.
Os olhos fecham-se dormentes plenos de ilusão
perdem-se nesses sonhos que vivemos como bons
rastejam lágrimas no que perdemos as virgindades impostas
o grande pecado!
Como nos tempos horrorizados da crua inquisição
incitando veemente as gentes a gritarem, a condenarem
levando as tochas á fogueira  na noite negra sem mãe de lua
naquilo que seria apenas o natural da moralidade
dois seres a amarem-se livres vivendo o seu tempo de amor.


Jorge d'Alte

terça-feira, 2 de junho de 2026

O AMOR É UM SEGREDO


O amor é um segredo que os olhos não podem esconder!

Amo o teu olhar, um ninho onde me perco
é como um mar sem ondas, espraiado
é onde encontro o teu desejo de um beijo dar
por isso me dou num delírio irónico
dando e tirando espicaçando a tua paixão, até.
Amo essa boca inferna onde jogo com a tua língua
cada sentimento que enfrento numa fuga para lá de lá
onde arranco a tua alma cheia, plena de luxúria.
Amor é amor!
Derrete-se no abraço
vive nos murmúrios húmidos
nos sonhos que sonhamos.
Amor é um segredo que o coração desenha
pode ser chama que não acalma
Pode ser dia e noite
sol e lua
um par de mãos dadas, seguindo.

Jorge d'Alte

segunda-feira, 1 de junho de 2026

O QUE PENSO?

 



O que penso?
Estou irritado
não me dizes o que tu achas de mim
talvez por ser mais novo, acriançado.
Tu és uma miúda bela
és Luz, ternura carinho destino
que se atravessou na minha vida
partes corações quando te tentam apanhar
és a minha dor que nas veias corre lampeira
mas quando sorris mesmo que não seja para mim
eu fico feliz, porque sei que estás bem, a curtir.
Um dia quando eramos mais novos
quando eramos o que eramos, inocentes
beijaste-me debaixo da buganvília vermelha
disseste que amaste o meu beijo 
como fogo que te ardeu até fenecer num suspiro
que não tinha espinhos como ela
que sentiste o meu desejo quando te apertei
quando o meu abraço foi escaço
para conter todos os meus sentimentos, a abrir.
Já agora diz-me tu!
O que pensas de mim?  

                                                            

Jorge d'Alte











domingo, 31 de maio de 2026

ABRA ESSA CARTA

 




Abra essa carta!
Porque é que não a está a ler?
Não seja cego
tudo o que faz não é suficiente.
Quem eu sou ofende-te?
Sinto pena e tristeza um pouco de raiva até
mas os sentimentos são assim, voláteis
como os cheiros que persistem nos ventos.
Foste uma brisa que se enrolou em mim
debaixo da lua fascinante de meia cara
disseste que me amavas segurando-me a mão
afinal era de areia pois foi-se escorrendo
até só ficarem os ossos e as unhas uma múmia de tristeza
desilusões as mágoas e a saudade dos beijos.
Abra essa carta!
Foi escrita com lágrimas,  esvaido que foi o coração.
Não sejas picuinhas!
A tua razão é a minha desilusão.
Sinto que ainda posso vencê-la
vejo o teu rosto mudar agora que a lua se foi e são só nuvens
mas as estrelas se juntaram numa luz única
chamamos-lhe amor
e as letras com que escrevi a minha dor
são as algemas que nos unem de novo
num novo sonho de destino.


Jorge d'Alte

sexta-feira, 29 de maio de 2026

SABES AMOR

 


Sabes amor
eu quero ser o teu amor
aquele que te dá carinho, mas
todas as raparigas bonitas vogam
pensei que as banira da minha mente
que desfizera o íntimo, o suficiente
para que a minha cabeça desligasse algumas
mas elas bailam no subconsciente e rogam
que as ame também e passo as noites lutando
pensamentos ruins que infestavam no meu quarto
em momentos de intensa solidão.
Escuta-me amor! Destes pensamentos estou farto
antes sentia-me sozinho, numa podridão
então estendia os meus braços, negando
mas qual quê! Tenho a alma de dúvidas cheia
como toxinas o meu cérebro  invadindo
tentei arrumá-los era um jogo na mente, areia
e como areia mudava de formas, indo
contava as garotas como quem conta ovelhas, suspirando.
O sono não vinha, não me adormecia
chorava e por chorar tentavam-me abraçar
porque é que isto me acontecia?
Então rangia os meus dentes para as afastar.
Peço-te amor 
amor, por favor
conserta-me, mas há medo
limpa as minhas lágrimas com o teu dedo
e perdoa o meu pecado
diz-me que me amas na mesma sem ser consertado.
Sabes amor
eu quero ser o teu amor
aquele que te dá carinho
num lençol de linho.

Jorge d'Alte

COMO GOIVA

  Teu cabelo a adornar o vento setentrião e uma flor quanto do verbo amar te devo dar coração; e se for? O meu rio de prazer aquilo que o be...