domingo, 31 de maio de 2026

ABRA ESSA CARTA

 




Abra essa carta!
Porque é que não a está a ler?
Não seja cego
tudo o que faz não é suficiente.
Quem eu sou ofende-te?
Sinto pena e tristeza um pouco de raiva até
mas os sentimentos são assim, voláteis
como os cheiros que persistem nos ventos.
Foste uma brisa que se enrolou em mim
debaixo da lua fascinante de meia cara
disseste que me amavas segurando-me a mão
afinal era de areia pois foi-se escorrendo
até só ficarem os ossos e as unhas uma múmia de tristeza
desilusões as mágoas e a saudade dos beijos.
Abra essa carta!
Foi escrita com lágrimas,  esvaido que foi o coração.
Não sejas picuinhas!
A tua razão é a minha desilusão.
Sinto que ainda posso vencê-la
vejo o teu rosto mudar agora que a lua se foi e são só nuvens
mas as estrelas se juntaram numa luz única
chamamos-lhe amor
e as letras com que escrevi a minha dor
são as algemas que nos unem de novo
num novo sonho de destino.


Jorge d'Alte

sexta-feira, 29 de maio de 2026

SABES AMOR

 


Sabes amor
eu quero ser o teu amor
aquele que te dá carinho, mas
todas as raparigas bonitas vogam
pensei que as banira da minha mente
que desfizera o íntimo, o suficiente
para que a minha cabeça desligasse algumas
mas elas bailam no subconsciente e rogam
que as ame também e passo as noites lutando
pensamentos ruins que infestavam no meu quarto
em momentos de intensa solidão.
Escuta-me amor! Destes pensamentos estou farto
antes sentia-me sozinho, numa podridão
então estendia os meus braços, negando
mas qual quê! Tenho a alma de dúvidas cheia
como toxinas o meu cérebro  invadindo
tentei arrumá-los era um jogo na mente, areia
e como areia mudava de formas, indo
contava as garotas como quem conta ovelhas, suspirando.
O sono não vinha, não me adormecia
chorava e por chorar tentavam-me abraçar
porque é que isto me acontecia?
Então rangia os meus dentes para as afastar.
Peço-te amor 
amor, por favor
conserta-me, mas há medo
limpa as minhas lágrimas com o teu dedo
e perdoa o meu pecado
diz-me que me amas na mesma sem ser consertado.
Sabes amor
eu quero ser o teu amor
aquele que te dá carinho
num lençol de linho.

Jorge d'Alte

quinta-feira, 28 de maio de 2026

TU ÉS COMO A ONDA

 


Tu és como a onda
que se enrola para me caçar.
Dento dela tudo é belo
mesmo quando o sal me arde
como amor que se espuma
como sonho de um por de sol marinado.


Jorge d'Alte

quarta-feira, 27 de maio de 2026

OS PAIS

 







Quando era criança
os meus pais eram gigantes
que velavam por nós
regando-nos com ensinamentos
com sentimentos e muito amor.
Tantas vezes nos ampararam
nos desgostos quando os sonhos caiam
formando um lamaçal de lágrimas.
Quantas vezes não dormiram
quantas vezes se afligiram
quando a luz caia e o sol não vinha
e a febre estava lá nos nossos gemidos.
Agora que sou pai
sou eu que velo por eles
mesmo que no céu estejam.



Jorge d'Alte

segunda-feira, 25 de maio de 2026

SE EU VOS ESQUECER

 

E se eu vos esquecer
na nevoa labiríntica das memórias
se os nomes se dissolverem 
como geadas na alvorada morna
Se eu esquecer as caras amadas
dá-me um abraço e não chores
pois eu não sentirei essa dor
alheado nas profundezas abissais
onde tudo será fosco, será aquilo que quiser
Dai-me a mão nessa adversidade
levai-me ao sol
ao calor ao mar
deixai-me escutar essa balada no marulhar
fazei com que a minha alma perdida não finja
mas sinta o amor embora não saiba o que é.
Sentai-me na noite á bela lua
contai as estrelas uma a uma
Se eu vos esquecer
sabei que vos amo filhos
que vos desenhei um dia traço a traço
que vos escrevi as palavras que eram minhas
e todo o amor e gratidão que me enche.
Se te esquecer minha amada
beija-me nos lábios dá-me o teu amor
não me deixes perdido sem calor.
Se eu vos esquecer
viverei sozinho no meio de vós                                             
                                                       

uma ilha que envelhece
que vós sereis o meu mar
até que o horizonte se quebre
e eu parta como saudade.


Jorge d'Alte



Jorge d'Alte

Paixão







Rodas me levam pelo deserto
Chamas ardem em poços no horizonte
mas tudo aquilo que eu quero perto
não brota dessa fonte.

Doces calores e suores
dilaceram aurículas como tumores
os ventrículos como correntes
levam sonhos das nossas mentes

Mas as asas onde estão?
quero esvoaçar na paixão!


jorge d'Alte

MISTÉRIO

 



Uma moça bela
sozinha e sentada 
a meio da falésia
olhava para dentro dela.


Jorge d'Alte

domingo, 24 de maio de 2026

O TEU ABRAÇO

 


O teu abraço 
que descrevo e traço
é um ninho de amor
limbo que esconde a dor
do tanto que te amo; ai!
refugio sagrado quando se cai.
Foi teu beijo
foi nosso desejo
que nos uniu
mesmo quando o tempo caiu
deixando-nos de mãos estendidas
afastando-nos como quem nos puxa, perdidas
e neste afastar
agarrei o teu olhar
entalei-o no coração
e levei-o bem preso no furação
eram emoções
pequenas coisas e porções
que juntas nos fizeram unidos
em amores loucos e possuídos.


Jorge d'Alte

sexta-feira, 22 de maio de 2026

REZO

 



Quando olho para Ti
e oro as minhas preces
peço que a paz no mundo
seja a realidade e não uma miragem.
Por isso ergo a minha voz num silêncio
chamo por Ti de novo; que dividas as águas
para que os santos possam passar e os ruins
os ruins fiquem lá atrás nas areias secas do deserto
definhando olhando esse céu que é Teu sem esperança
esse céu onde as saudades cantam a sua melopeia de crer.
Rezo vergado na minha dor, cego os meus olhos para te ver
Tu que um dia destes a Tua vida por todos nós.


Jorge d'Alte

quinta-feira, 21 de maio de 2026

BRACITOS APERTAM

 



A criança chora desalmada
os seus bracitos apertam o caixão
os adultos olham-no com olhos de lágrimas.
Um pai morreu numa guerra! 
Na sua mente pequenita 
a criança olha a sua memória
os seus abraços, os beijos o calor do seu peito
não sabe  porque perdeu isso tudo
não faz a mínima ideia do que é a guerra
a mão dada até á escola o colo até ao sono, o seu cheiro.
Lamenta no seu choro um vazio que o enche
a sua alma esfria quando o chama e ele não aparece.
Almas que o rodeiam perguntam!
Porquê mais uma morte?
Com a sua mente matam o velhaco
que na sua ganância tantas mortes colheu
para quê?

Jorge d'Alte

quarta-feira, 20 de maio de 2026

A MIÚDA

 



No cimo do montinho
uma miúda
acenava o lencinho
como quem saúda.
Lá bem em baixo o rio
corria como o sangue
calafrios de frio
boca exangue.
O rapaz tremia
olhando o seu sol
tanta saudade com ele ia 
tantas vicissitudes longo rol.
Viera no barquinho
que aportara ali
todo branquinho
nele o mundo corri.
Lá estava ela a acenar
subi o caminho
para a beijar
para abraçar num miminho.
Sentámo-nos os dois a olhar
li no seu rosto um grande amor
pedi a sua mão num breve corar
esvaiu-se nesse instante toda a minha dor.


Jorge d'Alte



segunda-feira, 18 de maio de 2026

QUANDO ME OLHAS ASSIM

 


Olha para mim
assim
olha agora
pois nesta hora 
quero beijar os teus olhos
tristonhos.
Já não sou o eu de ontem
não contem
ninguém tem que saber
que amar é beber
um pouco da alma
que se espalma
num sentir que me queima
é esta teima
que me perdeu no passado
um sonho dourado
cheio de medos
contaram-se pelos dedos
até que caí em mim
e foi assim
que mudei emocionado
teu rosto agarrado
em mãos que afagam doces
como vozes
baladas e baladas de ternura
sentir que perdura
até ao fim dos tempos
como o cheiro dos campos.
Olha para mim
não foi o fim
foi apenas um tropeçar
aprender a amar
e agora amo, sim
quando me olhas assim.


Jorge d'Alte









sábado, 16 de maio de 2026

UM DIA ESPECIAL

 


Hoje ia ser um dia especial.
Acabei de me pentear assobiando
pus a colónia já com um pé na porta
desci as escadas a correr
- estava atrasado!
Ia haver uma festa de garagem
onde todos estariam lá e eu também.
Ia preparado para tudo
beber pela primeira vez
fumar o desgostoso cigarro e engatar
tudo novo dentro de um sonho.
Havia a tal rapariga e eu era jovem e bonito
- pena não ter um bigodinho
bem tinha espreitado no espelho, na esperança
mas isso não seria um empecilho.
Provei uma bebida que me pôs a andar á roda
aproveitei a situação e agora rodava com ela
a garina mais linda da escola.
Até aí tudo bem, sempre sorrisos, dentes nevados
não tinha conteúdo a não ser físico
por isso fumei sentado na relva fresca
noctívago das estrelas sem lua.
Foi aí que a confusão aconteceu
ele olhou para mim e foi o fim.
- eu sou rapaz!
Dei-lhe a mão porque abraços havia sempre
quando nos encontrávamos por aí
- ele amava-me! Eu sabia e não reagia magoado
mas hoje era um dia especial, fui seduzido e encantado.
Saí dali com ele e os comentários ficaram lá atrás
as mãos dadas contavam uma outra história 
uma história que não iniciava "era uma vez" 
e os tolos fofocavam porque não compreendiam.
- Ele era apenas afinal o meu melhor amigo.
- eu amava-o!



Jorge d'Alte


quinta-feira, 14 de maio de 2026

TALVEZ






 


Talvez não te ame para sempre
mas enquanto houver céu lá em cima
não terás que duvidar, far-te-ei sentir isso.
O que seria de mim sem o teu coração
o teu sorriso na minha mão
se um dia nas tuas lágrimas te fosses embora.
Dizes que a vida, a nossa vida seguiria; para acreditar
mas no mundo vesgo não teria onde viver 
submergiria tão fundo onde não haveria alegria 
nem olhos com luz e coração para amar, 
muito menos um pouco de ti.
Só Deus saberia o que de mim seria
sem as tuas palavras, promessas e o beijo
o ninar no teu peito o teu sussurrar e o deleite.
Porquê viver?
Se eu seria apenas tristeza
a tua e a minha fundindo-se no apagar das alvoradas
se cairia no torpor da agonia 
de lábios secos como ribeiras parcas.
Se a noite longa se vestir de escuro
e o silêncio te silenciar e o tempo nos afastar.
Acredita! 
Que serei para sempre o teu porto de abrigo
o teu porto seguro!
é só acreditar!

Jorge d'Alte

quarta-feira, 13 de maio de 2026

CANÇÃO DO LAMENTO




Numa manhã quando o sol se vislumbrava
ouvi o meu amor cantar junto ao ribeiro.
Ai nunca me enganes, nunca me deixes
como poderias usar uma pobre jovem assim
lembra-te dos votos que de verdade fizeste
carinhosamente tão perto de mim.
Agora pergunto-me como posso viver sozinha
porque me deixaste a suspirar e reclamar
porque devo permanecer aqui na tristeza
nesta aspereza que me engole a alma.
No bosque além, tu e eu jogamos
beijo e namoro, alegria e paixão
sorvemos néctares numa perfeita união
e agora para desespero meu fazes batota.
Ai do meu coração que na manhã traíste
golpe surdo porque não escutei só o senti quando feriu.
Em breve vais encontrar-te com outra moça bonita
solteira para a cortejares durante um tempo
variando sempre, transformando e mudando
sempre em busca de uma qualquer garota nova.
Canto as minhas mágoas e lamentos 
canto-as na ribeira cá em baixo ao pés dos seixos.
Ai porque me enganastes, nunca me deites fora
morro na erva á tua espera morro no terror que me desespera
como podes usar, uma pobre jovem assim.
Beija-me, não no adeus mas no reencontro
abraça-me como da primeira vez
sente o meu peito, e amor e desejo que esperam por ti.

Jorge d'Alte


terça-feira, 12 de maio de 2026

SNIFANDO

 



Que a noite de amanhã
seja a de hoje, feliz.
A meio da noite adolescentes cantaram 
canções de amor para meninos e raparigas.
Os olhos dilatados como maçã
transtornavam almas e por um tris
se passavam para lá das luzes que os encantaram
no céu aberto e campos de espigas.
O riso ria-se alto sem tino noutro destino e era lá
onde a vida se curtia que batiam os corações
não era de amor, não, eram batidas psicadélicas
que roíam as emoções definhando.
Era a perdição extenuante e pérfida para já
a morte esfregava as mãos de satisfações
havia sempre pessoas que caiam, angélicas
e o céu amarfanhava-as surripiando.
Isto foi no meu sonho e tudo parecia o que parecia
mas a vida vinha de seguida e acordava-me
já a manhã ia fresca e louçã e o dia crescia, caçava a noite
e as luzes psicadélicas eram perolas de néons 
os sentimentos eram alguéns que rumavam de dia
sem sombras que escondessem as vergonhas, apavorava-me
pensar que o sangue se ebuliria, adrenalinas e o açoite
que de súbito eram excrementos de sons.

Havia esquinas que se arredondavam
onde narizes escorreitos snifavam
onde a loucura possuía pois a noite já se advinha
zombie de uma vida que já tivera e agora não tinha.


Jorge d'Alte



segunda-feira, 11 de maio de 2026

A MENTIRA

 





Enxugando as lágrimas que choro
despertei no sonho de outra pessoa
foi somente uma mentira e imploro
perdão ao sonho que veio da névoa
trazendo ventos agrestes de raivas e ódios
ao seio do meu peito palpitante e gritante
de incompreensões devastadoras e ócios
onde sonhar foi choro excruciante.


Jorge d'Alte

sábado, 9 de maio de 2026

CANTA-ME UMA CANÇÃO







Canta-me uma canção.
Canta-me esta canção
de uma moça que desapareceu
como truque de ilusionista
diz-me; posso ser eu?
Olho o meu corpo e só vejo cicatrizes
daquelas que só se curam no íntimo
feridas por lavar, feridas que doem sem sarar.
Sigo enfrente calcando os meus cacos
sorrisos e olhares corpos a vibrar e o desejo
existe paz e tempo nos meus abraços.
Eu sei o que é não ser querido
eu sei que o mar é vivo e comprido
tal como o amor que como dádiva é castiço.
Vieste como a noite em passos de luar
tingi-te de estrelas com tintos de bago
Canta-me uma canção
dá-me a tua mão como refrão
Canta bela e encanta-me.
OH! como és linda, a minha traça
como me enrolas na tua alma, fragmentos soltos
tento agarrá-los com os meus beijos
sinto as veias cheias a transbordar, é a felicidade?
Diz-me!
Escrevo contigo a letra desta canção
de uma moça que desapareceu
diz-me; posso ser eu?
Ela tinha acordado no meio de sombras esborratadas
disse-me baixinho ao meu ouvido na alvorada
o amor que era dela antes do sol nascer
e no auge ferrou-me rasgou-me as costas com unhas
traçando destinos inacabados de sangue escorrendo
encruzilhadas para amarmos no leito de linhos
A canção morreu na geada da matina
a canção de uma moça que desapareceu
diz-me; posso ser eu?
O trovador emudeceu como última nota da melodia
e o meu poema ficou ali folhado entre a noite e o dia.


Jorge d'Alte














sexta-feira, 8 de maio de 2026

MÚSICA QUE NÃO ERA MINHA

 


                                      



 

Saí de casa de mãos nos bolsos 
trauteando uma música que não era minha
estava-me no ouvido quase um resmungo
de ter saído de casa insatisfeito cantando uma música.
Não era minha e falava de dor e saudade, talvez tristeza
piedade que não a quero ouvir; este tinir angustiante
estava-me no ouvido ressoando quase um resmungo
e a dor e a saudade gritavam no meu peito aguilhoando
como acabar com ela se ela não era ela, ela a eleita
e ela gritava no meu peito, cheia de dor e saudade.
Agora me lembro insano
o que eu queria era ela, ela a eleita
Rejeito a dor, a tristeza, mas quero a saudade
mesmo cantando uma música, que não era minha.
 
 
 
Jorge d'Alte
 
 
 
 
 
ou era eu insatisfeito de ter as mãos nos bolsos






























segunda-feira, 4 de maio de 2026

CAMPO DE COMBATE

 



Corro exausto num campo aberto
onde em vez de flores e trigo tenho minas
escuto os tiros e as bombardas, ai de mim!
O fumo esgota os meus olhos e fere-me a garganta
caio no chão quando uma mina rebenta
lá vai mais um, sofre a minha voz já sem fala.
Os gritos juntam-se aos gemidos onde um dia houvera pios
onde houvera crianças correndo atrás da bola ou jogando
agora o jogo é outro, finto a morte a cada segundo
o inimigo está lá escondido
treme tanto que se sente fodido.
Como matar crianças como ele, ou como eu
quando o sonho era ser médico e amar
como pode sorrir se eu lhe aponto a arma e disparo.



Vejo de fugida quando limpo o rosto, 
os seus sonhos a desfazerem-se com a surpresa no rosto
Quem era ele
quem o amara
porque nasceram
porque pereceram
arranho na voz a minha desgraça.
O silêncio assustou-me em demasia
podia ser o sinal de acalmia
ou a bomba que vinha.
Nunca o soube
A minha cabeça já não ouve
o meu braço
a minha perna
são bocados para um repasto.
Os corvos caem e os necrógrafos arrancam
Nas veias secas o coração já não bate.
Sonhara antes com um céu de estrelas
e é lá onde estou, presumindo a salvo.


Jorge d'Alte










sábado, 2 de maio de 2026

ESPERANDO A SAUDADE

 



Corro contra o tempo
Como raposa atrás do coelho.
Deixaste-me um dia abandonado e sofrido
numa estrada perdido ao sabor da sorte.
Aqui estou eu tentando não chorar
não quero que lágrimas te possam ocultar
pois o teu coração vive longe no outro lado do mar
e eu navego nas velas, nas aragens e na tormenta
andando ás cegas
voltas extensas como ondas nos céus
andando nas ansias
por ti, um amor que deixei
quando o sol era manhã
e a geada me enregelava sem amor.
Sei que verei o teu rosto outra vez
num nascer de sol onde estás
que gritarei na terra e no mar teu nome de pétala
uma flor que um dia colhi entre fumos e bebidas.
Amei-te nessa noite
na praia despido
nunca esquecerei tua pele de arrepio
teus lábios cheios de desejos.
Navego nu num icebergue
num mar de tristeza e gelo
eu sou apenas um apelo
despojado de tudo o que por mim foi amado
e agora escorrido na dor frustrante
adormeço cego, esperando a saudade.


Jorge d'Alte

COMO GOIVA

  Teu cabelo a adornar o vento setentrião e uma flor quanto do verbo amar te devo dar coração; e se for? O meu rio de prazer aquilo que o be...