Talvez não te ame para sempre
mas enquanto houver céu lá em cima
não terás que duvidar, far-te-ei sentir isso.
O que seria de mim sem o teu coração
o teu sorriso na minha mão
se um dia nas tuas lágrimas te fosses embora.
Dizes que a vida, a nossa vida seguiria; para acreditar
mas no mundo vesgo não teria onde viver
submergiria tão fundo onde não haveria alegria
nem olhos com luz e coração para amar,
muito menos um pouco de ti.
Só Deus saberia o que de mim seria
sem as tuas palavras, promessas e o beijo
o ninar no teu peito o teu sussurrar e o deleite.
Porquê viver?
Se eu seria apenas tristeza
a tua e a minha fundindo-se no apagar das alvoradas
se cairia no torpor da agonia
de lábios secos como ribeiras parcas.
Se a noite longa se vestir de escuro
e o silêncio te silenciar e o tempo nos afastar.
Acredita!
Que serei para sempre o teu porto de abrigo
o teu porto seguro!
é só acreditar!
Jorge d'Alte

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