Sabes amor
eu quero ser o teu amor
aquele que te dá carinho, mas
todas as raparigas bonitas vogam
pensei que as banira da minha mente
que desfizera o íntimo, o suficiente
para que a minha cabeça desligasse algumas
mas elas bailam no subconsciente e rogam
que as ame também e passo as noites lutando
pensamentos ruins que infestavam no meu quarto
em momentos de intensa solidão.
Escuta-me amor! Destes pensamentos estou farto
antes sentia-me sozinho, numa podridão
então estendia os meus braços, negando
mas qual quê! Tenho a alma de dúvidas cheia
como toxinas o meu cérebro invadindo
tentei arrumá-los era um jogo na mente, areia
e como areia mudava de formas, indo
contava as garotas como quem conta ovelhas, suspirando.
O sono não vinha, não me adormecia
chorava e por chorar tentavam-me abraçar
porque é que isto me acontecia?
Então rangia os meus dentes para as afastar.
Peço-te amor
amor, por favor
conserta-me, mas há medo
limpa as minhas lágrimas com o teu dedo
e perdoa o meu pecado
diz-me que me amas na mesma sem ser consertado.
Sabes amor
eu quero ser o teu amor
aquele que te dá carinho
num lençol de linho.
Jorge d'Alte
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