Quando olho para Ti
e oro as minhas preces
peço que a paz no mundo
seja a realidade e não uma miragem.
Por isso ergo a minha voz num silêncio
chamo por Ti de novo; que dividas as águas
para que os santos possam passar e os ruins
os ruins fiquem lá atrás nas areias secas do deserto
definhando olhando esse céu que é Teu sem esperança
esse céu onde as saudades cantam a sua melopeia de crer.
Rezo vergado na minha dor, cego os meus olhos para te ver
Tu que um dia destes a Tua vida por todos nós.
Jorge d'Alte
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