domingo, 7 de junho de 2026

OS MEUS MEDOS

 


Abri a porta na escuridão
de mansinho para não acordar
tateei medos e aflição
a boca aberta queria gritar
tinha olhos quase cerrados pequeninos
pernas curtas que os pés arrastavam
tudo era indefinido enorme, nos meus ouvidos sinos
e as sombras nos meus suspiros moviam
tudo eram monstros que me pareciam tragar
dentes como facas gigantes me sorriam
o suor caía no meu rosto quase a chorar
não me deixei levar, nas veias os sangues corriam
pela primeira vez decidira no antes do sono que
os medos eram para serem vencidos e desfeitos
talvez porque
não existem e rejeito-os.

Jorge d'Alte

Sem comentários:

Enviar um comentário

COMO GOIVA

  Teu cabelo a adornar o vento setentrião e uma flor quanto do verbo amar te devo dar coração; e se for? O meu rio de prazer aquilo que o be...