Para
onde me levas ó doce virgem
que caminhos percorremos nesta orgia
quiseram os deuses desvairados
que a lua se ajoelhasse neste dia
e a luxuria da serpente revivesse.
A maçã, comeste á sombra da árvore mágica
que caminhos percorremos nesta orgia
quiseram os deuses desvairados
que a lua se ajoelhasse neste dia
e a luxuria da serpente revivesse.
A maçã, comeste á sombra da árvore mágica
os anjos cantaram esganiçados - Pecado!
e a fúria da tempestade não se fez rogada
os ventos arrancaram os véus e os corpos ao léu
foram vestidos na vergonha numa vida que ninguém sonha.
A morte veio para ficar, dizem que está por aí
num qualquer lugar aguardando no tempo
pois tem tempo para matar, e nós? - Os incautos
ingénuos e desprevenidos pelas mãos de um diabo
somos seguidos dias e dias de pecado até ao julgamento
final e decisivo.
Jorge d'Alte
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