Como manto branco as salinas
refletem a luz que cega.
As canastras de verguinha são sinas
de corpos de quem carrega
Traçam na brancura trilhos de passos
caminhos de destinos entrelaçados
que nos levam nas cantigas e abraços
nos brejeiros lábios espicaçados.
Xoque xoque xoque e lá vão eles e elas
palmilhando na alma, cansados e cansadas do labor
mas os sorrisos prometem e auguram telas
que desfilam aos nossos olhos, mesmo com o sal e o seu ardor.
Jorge d'Alte

Sem comentários:
Enviar um comentário