terça-feira, 23 de junho de 2026

AS SALINAS


Como manto branco as salinas
refletem a luz que cega.
As canastras de verguinha são sinas
de corpos de quem carrega
Traçam na brancura trilhos de passos
caminhos de destinos entrelaçados
que nos levam nas cantigas e abraços
nos brejeiros lábios espicaçados.
Xoque xoque xoque e lá vão eles e elas
palmilhando na alma, cansados e cansadas do labor
mas os sorrisos prometem e auguram telas
que desfilam aos nossos olhos, mesmo com o sal e o seu ardor.



Jorge d'Alte


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