Lá na serra
mais perto da lua
vejo-a mas não a sinto.
Está imaginada em sonho vivo
como marinada de sentimentos
mas um sorriso dela emerge
num olhar que se ama
numa boca que se imerge
num delírio tão bom que nos desmaia.
Depois é cair e cair
abrir os olhos e chorar
Não está mais ali!
Partiu com o desfolhar
calcorreando invernos de caminhos.
É na memória que a vemos
límpida e bela num sonho doce.
Jorge d'Alte
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