terça-feira, 11 de fevereiro de 2025

O IMENSO DOS MEDOS










Quando as sombras da noite chegam
e a terra fica escura
e a Lua é a última luz
vemos o imenso dos medos                             

sentimos beijos sem calor
abraços estrangulantes
murmúrios de brisas de bolor
secos de palavras
mãos de angústias
que espargem esperanças.
É a solidão que nos mói
que nos caça e destrói
é paragem que nos dói
até a madrugada acordar
o sol viver as memórias
trazendo e liberdade de escolher.


Jorge d'Alte

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