terça-feira, 20 de maio de 2025

O PADEIRO


Ainda a madrugada não tinha degelado
e os olhos lavavam as remelas
já na calçada ecoavam os passos do padeiro
carregando aos ombros a cesta dos pães.
Um a um ficavam dependurados nas sacas do pão
até que mãos apressadas os recolhiam tostados 
barrados depois em manteigas batidas de natas do leite do dia.
Saudades aguçam-me o palato
corro á despensa o pão está lá, mas falta-lhe o cheiro
aquele cheiro a pão acabado de fazer.
Triste fico a olhá-lo afastando-me.

Jorge d'Alte

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