sábado, 25 de outubro de 2025

A PORTA QUE BATE

 



Eram sonhos de linhos brancos
eram noites de deleite
um corpo branco que se entrega
uma chama que queima os seios
o sabor do vinho nos lábios
duas línguas que se afagam
dois olhos cinzentos e mãos.
O que faltava ali era amor
só havia desejo, uma enorme paixão.
Houve o som de uma porta que bate
deixando ficar no sonho a solidão.

                                                                             


Jorge d'Alte

Sem comentários:

Enviar um comentário

COMO GOIVA

  Teu cabelo a adornar o vento setentrião e uma flor quanto do verbo amar te devo dar coração; e se for? O meu rio de prazer aquilo que o be...