quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

A PASSAGEM

 



Os rostos mostravam-se no último segundo.
Todos tinham uma voz diferente na miscelânea
crispados, ansiosos, irónicos, emocionados.
No copo de champanhe sorviam os desejos
um ano novo mas o destino exultava
nada seria como antes e ele viveria das vísceras
da dor, da podridão, dos desastres, indiferente
aos pedidos nos choques dos copos e dos sorrisos.


Jorge d'Alte

Sem comentários:

Enviar um comentário

COMO GOIVA

  Teu cabelo a adornar o vento setentrião e uma flor quanto do verbo amar te devo dar coração; e se for? O meu rio de prazer aquilo que o be...