terça-feira, 6 de janeiro de 2026

PALMILHANDO



Palmilhando ruas de paralelepípedo
fumando e sacudindo os morrões
via a vida a fluir, ardente, resmungando
os meus botões estavam silenciosos.
O amargo de boca sobreveio num enredo
então a alma murchou emocionada nas desilusões
havia tristezas e mágoas havia novos dias chegando
eram saudades no passado, eram vazios nos futuros preciosos.


Jorge d'Alte








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