quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

INDO A LUGAR NENHUM

 




Escondo a minha cabeça
quero afogar o meu sofrimento
mãos tremulas agarram nela
olhos cerrados são cegos
num rosto degastado.
Acho muito difícil dizer-te, não me peça
de dizer que um dia vou encontrar o momento
e os sonhos no qual estou morrendo por ela
eu acho difícil de aguentar, são pregos
cruxifixos que me moldam assustado.
Sento e escuto
sou um mero puto
sem amanhã e triste
ergo minha voz em riste
neste meu mundo louco
um passo pouco a pouco
indo a lugar nenhum
indo cabisbaixo a lugar nenhum.


Jorge d'Alte

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