Na cor azul o sol brilhava
queimava peles nuvens e verduras
Na cor dourada os trigos acenavam
voavam tordos na madrugada que definhava
Na rua correndo o vento das agruras
nos olhos meus teus seios dourados me desafiavam
o copo caiu com estardalhaço ferindo bem o intimo
o amor transbordou correu célere por um momento
afinal o solo era pedra dura no minimo
pois esse calor de cores rubras da paixão roendo
feneceu atordoado por qualquer outro sentimento
quisera eu amar neste amor sofrendo.
Jorge d'alte
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sábado, 18 de março de 2017
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