segunda-feira, 15 de setembro de 2025

IMPLORANDO


Enraizados nas sombras 
olhávamos a lua de leite.
O rio murmurante devolvia o luar
num céu nervoso, plúmbeo e raivoso.
Enraizados nas sombras
esticávamos os galhos ondulantes
tais como braços de náufragos
em plena tempestade implorando.



Jorge d'Alte

Sem comentários:

Enviar um comentário

COMO GOIVA

  Teu cabelo a adornar o vento setentrião e uma flor quanto do verbo amar te devo dar coração; e se for? O meu rio de prazer aquilo que o be...