domingo, 19 de julho de 2020

DERRADEIRO LAMENTO

 


Boca que mente indiferente

beijando o que já não sente.

Olhos que rasgaram a ternura

luzindo de insensível friúra,

penando no verter da dor

consumindo em cada ardor,

bocados de desdéns.

Afinal é isso que tu tens,

no consentir desses enredos,

feitos de esperanças e de medos,

flutuando no pensamento

como derradeiro lamento.


Jorge d'Alte

 

 


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